9 de agosto de 2010

Saudades de ti

...

Deita-te em mim,
deixa-te ficar assim
sente no meu silêncio
este desejo de ti.

Fecha os olhos
rebola o teu corpo como uma serpente...
Fecho os olhos
Sinto a tua pele nas minhas mãos...

Diz-me que não estou louco
quando olho esta distância entre nós.
Diz-me que é apenas a saudade
que aperta o meu coração ferido.

Vento
...

3 de agosto de 2010

Sopro do desejo

...

Um sopro vindo do escuro
ao despertar do sonho
toca-te ao amanhecer.

Perdido no tempo
com palavras doces
e gestos simples.

Voz que liberta as palavras
suave como o orvalho
possuí toque mágico.

Na troca de desejos
afastam-se os dias cinzentos
pintando o céu em tons de azul.

O regresso à escuridão é o destino
sem jeito para despedidas
fica a saudade que queima a pele.

Vento
...

29 de julho de 2010

Céu escuro

...

Cai a noite e o vento sopra na escuridão
uma luz brilhante ilumina o quarto,
olhar perdido no céu escuro
como se pudesse sentir o divino.

As estrelas brilham no espaço profundo
o rasto dos traços de luz formam desenhos
navegam acompanhados de partículas
sem direcção, rumo ao infinito.
Como se eu pudesse ver o destino
através dos meus olhos...
Como se alguém pudesse sentir o vento
nas palavras silenciosas...

Em pedaços, espalhados pelo chão
a pele sangra de dor.
Não há orações possíveis
que façam esquecer o tempo.

Vento
...

27 de julho de 2010

Tudo o que te dou...

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A música faz-me entrar em transe
esqueço a minha própria existência,
porque a musica é mais do que palavras
muito mais intensa que imagens.

Se alguém me disser que vagueio pelo universo!
Eu não vou negar, eu voo constantemente...
Se perguntarem se as estrelas emitem sons?
Direi que sim…

Sei disso... basta olhar para céu da noite
quando saio da caverna que habito.
Pede-me o sol e a lua,
subo ao céu para os trazer.
Pede-me para o tempo parar
que faço a terra deixar de girar.

Porque tu...
és tudo…

Pede-me tudo o que quiseres,
só não peças para te esquecer.

Vento
...

23 de julho de 2010

Sol silencioso

...

Nunca houve quem ouvisse o meu silêncio,
de qualquer modo tenho receio
de não saber o caminho de regresso,
de me perder tão longe
que não me volte a encontrar...

Quando as nuvens ficam invisíveis
as mãos do sol silencioso
queimam a pele.

Aqui estou...
Ao teu dispor...
Aqui permanece o meu corpo
rodeado de chamas…

Vento
...